Algumas curiosidades sobre a Terra, o sistema solar e a tecnologia espacial.
A Terra é sacudida por mais de 20.000 tremores de terra anuais, 80 vezes por dia.
O planeta Júpiter é duas vezes maior do que todos os outros planetas, satélites, asteróides e cometas do nosso Sistema Solar juntos.
Quando os astronautas da Apollo 12 aterrizaram na Lua, o impacto causado fez com que a superfície lunar vibrasse durante 55 minutos. As vibrações foram captadas por instrumentos laboratoriais da NASA, o que levou os geólogos a criar a teoria de que a superfície de Lua é composta por frágeis camadas de rocha.
Cerca de 150 toneladas de fragmentos de meteoritos chegam na Terra todos os anos.
Um traje espacial pesa aproximadamente 125 Kg.
Os astronautas temperam seus alimentos com líquidos, ao contrario, morreriam de cócegas pelos grãos entrando em seu nariz.
18 Pessoas morreram e missões espaciais, mas nunca no espaço, as mortes só ocorreram nas aterragens ou descolagens.
Uma Supernova pode brilhar bilhões de vezes mais que o sol.
Existem mais estrelas no universo do que grãos de areia de todas as praias e desertos da Terra!
Thursday, February 16, 2012
Thursday, February 09, 2012
crime Organizado
Quando falamos em crime organizado em que pensamos?
Provavelmente em gangs, grupo de indivíduos jovens muitas vezes recorrendo a violência para praticarem furtos, raptos e extorsão. As policias perseguem, investigam e capturam muitos destes grupos que acabam julgados e condenados. Parabéns.
Mas existem outros crimes que lesam mais o património público, pessoal e nacional do que os praticados pelos gangs, eles são arquitetados em escritórios de advogados, em gabinetes do estado, em bancos, nos corredores do poder e que nunca acabam investigados nem julgados. Quando dão demasiado nas vistas faz-se um grande teatro mediático e judicial, juntam-se provas, marcam-se audiências nos tribunais, convocam-se milhares de testemunhas e uns anos depois quando já ninguém se recorda são arquivados e seus intervenientes ilibados. Uma vergonha sem fim duma percepção errada que o povo faz do crime organizado impingido pelos meios de comunicação.
Thursday, February 02, 2012
As incoerências do acordo ortográfico
O acordo ortográfico despertou-me a atenção pela sua incoerência quando um destes dias lia um artigo sobre os acontecimentos recentes no Egito, ou Egipto.
O curioso da falta de coerência neste acordo é bem espelhada nesta palavra e derivadas.
Egipto passou a Egito, mas curiosamente Egípcios não passou a Egícios, ou seja aparece uma letra P não se sabe muito bem vinda de onde.
Eu sei que não sou um expert nem tenho habilitações para discutir este novo tratado da língua portuguesa pois nunca frequentei as Novas Oportunidades como o fizeram provavelmente os autores do acordo, mas nada me impede de constatar este erro grosseiro a que este tratado nos sujeita.
Se a grande defesa é escrever como se fala então deixo algumas sugestões como:
- Taksi em vez de Taxi;
- Anekso em vez de anexo;
- Abitação em vez de Habitação;
- Eranças de Heranças;
- Istória de História;
- Alteres de Halteres
- Makinas de Maquinas;
- Orta de Horta;
- Testeis de Têxteis;
- E as variações com x podiam ser inúmeras como xapeus, xarcutaria, faxada, xavena, etc.
Este acordo é um ortográfico é uma colxa rota e mal parida, inkuerente, que ficou a meio caminho de nada, nem foi uma reforma completa nem meia reforma, foram uns tiros avulsos de uns inteletuais.
Thursday, January 26, 2012
Os anos mais quentes em Portugal
Com uma temperatura média anual de 16ºC, 2011 foi o 6º mais quente em Portugal Continental dos últimos 80 anos e relativamente à temperatura máxima anual o valor de 21.76ºC é o mais elevado desde 1931.
Os meses que mais contribuíram para que o ano passado fosse dos mais quentes em relação à temperatura máxima, foram Abril, Outubro, Maio, Junho e Setembro.
Segundo o Instituto de Meteorologia é de realçar ainda que os meses de Maio e Outubro foram os mais quentes desde 1931.
É de salientar que nos últimos 18 anos a temperatura média anual foi sempre superior ao valor médio 1971-2000, com excepção de 2008.
Em 2011 ocorreram 5 ondas de calor que se verificaram nos meses com maiores anomalias positivas da temperatura máxima: uma em Abril, duas em Maio e duas em Outubro.
Os anos com as temperaturas máximas mais elevadas em Portugal Continental foram por ordem decrescente:
- 2011;
- 1997;
- 2005;
- 1995.
Desde 1973 que o padrão mostra claramente uma tendência de subida das temperaturas máximas a que certamente não será alheio o aquecimento global.
Thursday, January 19, 2012
Outra Reflexão sobre Portugal
Num excelente artigo, Jacques Amaury, faz uma reflexão sobre a actualidade em Portugal.
Jacques Amaury é um sociólogo e filósofo francês, professor na Universidade de Estrasburgo.
Eis o seu artigo, realista, longo e interessante.
"Portugal atravessa um dos momentos mais difíceis da sua história que terá que resolver com urgência, sob o perigo de deflagrar crescentes tensões e consequentes convulsões sociais.
Importa em primeiro lugar averiguar as causas. Devem-se sobretudo à má aplicação dos dinheiros emprestados pela Comunidade Europeia para o esforço de adesão e adaptação às exigências da União.
Foi o país onde a CE mais investiu "per capita" e o que menos proveito retirou. Não se actualizou, não melhorou as classes laborais, regrediu na qualidade da educação, vendeu ou privatizou mesmo actividades primordiais e património que poderiam hoje ser um sustentáculo.
Os dinheiros foram encaminhados para auto-estradas, estádios de futebol, constituição de centenas de instituições público-privadas, fundações e institutos, de duvidosa utilidade, auxílios financeiros a empresas que os reverteram em seu exclusivo benefício, pagamento a agricultores para deixarem os campos e aos pescadores para venderem as embarcações, apoios estrategicamente endereçados a elementos dos principais partidos, ou a próximos deles, com elevados vencimentos nas classes superiores da administração pública, o tácito desinteresse da Justiça, frente à corrupção galopante e um desinteresse quase total das Finanças no que respeita à cobrança na riqueza, na Banca, na especulação, nos grandes negócios, desenvolvendo, em contrário, uma atenção especialmente persecutória junto dos pequenos comerciantes e população mais pobre.
A política lusa é um campo escorregadio onde os mais hábeis e corajosos penetram, já que os partidos, cada vez mais desacreditados, funcionam essencialmente como agências de emprego que admitem os mais corruptos e incapazes, permitindo que com as alterações governativas permaneçam, transformando-se num enorme peso bruto e parasitário. Assim, a monstruosa Função Publica, ao lado da classe dos professores, assessoradas por sindicatos aguerridos, de umas Forças Armadas dispendiosas e caducas, tornaram-se não uma solução, mas um factor de peso nos problemas do país.
Não existe partido do centro já que as diferenças são apenas de retórica, entre o PS (Partido Socialista) e o PPD/PSD (Partido Popular /Social Democrata), de direita, agora mais conservador ainda, com a inclusão de um novo líder, que tem um suporte estratégico no PR e no tecido empresarial abastado.
Mais à direita, o CDS (Partido Popular), com uma actividade assinalável, mas com telhados de vidro e linguagem publica, diametralmente oposta ao que os seus princípios recomendam e praticarão na primeira oportunidade.
À esquerda, o BE (Bloco de Esquerda), com tantos adeptos como o anterior, mas igualmente com uma linguagem difícil de se encaixar nas recomendações ao Governo, que manifesta um horror atávico à esquerda, tal como a população em geral, laboriosamente formatada para o mesmo receio.
Mais à esquerda, o PC (Partido comunista) menosprezado pela comunicação social, que o coloca sempre como um perigo latente e uma extensão inspirada na União Soviética, oportunamente extinta, e portanto longe das realidades actuais.
Assim, não se encontrando forças capazes de alterar o status, parece que a democracia pré-fabricada não encontra novos instrumentos.
Contudo, na génese deste beco sem aparente saída, está a impreparação, ou melhor, a ignorância de uma população deixada ao abandono, nesse fulcral e determinante aspecto. Mal preparada nos bancos das escolas, no secundário e nas faculdades, não tem capacidade de decisão, a não ser a que lhe é oferecida pelos órgãos de Comunicação.
Ora é aqui está o grande problema deste pequeno país; as TVs as Rádios e os Jornais, são na sua totalidade, pertença de privados ligados à alta finança, à industria e ao comercio, à banca e com infiltrações accionistas de vários países.
Ora, é bom de ver que com este caldo, não se pode cozinhar uma alimentação saudável, mas apenas os pratos que o "chefe" recomenda. Daí a estagnação que tem sido cómoda para a crescente distância entre ricos e pobres.
A RTP, a estação que agora engloba a Rádio e TV oficiais, está dominada por elementos dos dois principais partidos, com notório assento dos sociais-democratas e populares, especialistas em silenciar posições esclarecedoras e calar quem levanta o mínimo problema ou dúvida. A selecção dos gestores, dos directores e dos principais jornalistas é feita exclusivamente por via partidária. Os jovens jornalistas, são condicionados pelos problemas já descritos e ainda pelos contratos a prazo determinantes para o posto de trabalho enquanto, o afastamento dos jornalistas seniores, a quem é mais difícil formatar o processo a pôr em prática, está a chegar ao fim. A deserção destes, foi notória.
Não há um único meio ao alcance das pessoas mais esclarecidas e por isso, "non gratas" pelo establishment, onde possam dar luz novas ideias e à realidade do seu país, envolto no conveniente manto diáfano que apenas deixa ver os vendedores de ideias já feitas e as cenas recomendáveis para a manutenção da sensação de liberdade e da prática da apregoada democracia.
Só uma comunicação não vendida e alienante, pode ajudar a população, a fugir da banca, o cancro endémico de que padece, a exigir uma justiça mais célere e justa, umas finanças atentas e cumpridoras, enfim, a ganhar consciência e lucidez sobre os seus desígnios."
Thursday, January 12, 2012
Simplificação da linguagem
Sandra Fisher Martins faz uma campanha fabulosa pela simplificação da linguagem.
Todos nós já nos deparamos no dia a dia com textos imperceptíveis, na maior parte das vezes porque não somos burros, mas porque simplesmente esses documentos foram feitos para não os percebermos. Quais as razões que levam os seus autores a escreve-los dessa forma:
- Segundo a teoria de Einstein, não a da relatividade mas outra menos afamada, é que quem não consegue escrever sobre um assunto de forma simples é porque não o percebe, portanto os senhores e senhoras que escrevem estes textos cheios de palavras caras não pescam patavina do assunto;
- A nossa teoria é que estes documentos são escritos para não os percebermos e consequentemente não termos ideia nenhuma dos nossos direitos e deveres. Mais tarde podem processar-nos, culpar-nos e acusar-nos sem termos qualquer forma de defesa, assinamos, portanto acordamos com o que estava escrito sem sequer termos percebido 10% do seu conteúdo.
Qualquer que seja a razão é altura de dizer basta, basta de incompreensão documental. É necessário nova legislação para acabar com esta fraude, precisamos de documentos legíveis e perceptíveis, claros e concisos. A lei deve obrigar e deve permitir a anulação de qualquer contrato que não cumpra estas regras. Lutamos por uma simplificação da linguagem escrita.
Thursday, January 05, 2012
Visão apocalíptica de 2012
A inexorável crise económica global: Uma visão apocalíptica de 2012.
Esta visão, talvez pessimista em demasia, mas que foca muitos aspectos interessantes e verdadeiros, sem direito de visibilidade nos media tradicionais foi escrita por James Petras.
James Petras é um sociólogo americano, um professor reformado da Universidade da Pensilvânia, Universidade de Binghamton em Nova Iorque e da Saint Mary's em Halifax no Canadá. De origem grega são famosos os seus estudos sobre o imperialismo, a luta de classes e conflitos da América do Sul. O texto é longo mas vale a penar perder algum tempo a lê-lo e tirar algumas conclusões que embora não coincidentes a 100% com o autor tocam em muitos pontos.
"A perspectiva económica, política e social para 2012 é profundamente negativa. O consenso quase universal, mesmo entre economistas ortodoxos da corrente dominante, é pessimista em relação à economia mundial. Embora, mesmo aqui, as suas previsões subestimem o âmbito e profundidade das crises, há razões poderosas para acreditar que no princípio de 2012 marchamos rumo a um declínio mais pronunciado do que foi experimentado durante a Grande Recessão de 2008-2009. Com menos recursos, maior dívida e crescente resistência popular em arcar com o fardo de salvar o sistema capitalista, os governos não podem salvar o sistema.
Muitas das maiores instituições e relações económicas que foram causa e consequência da expansão capitalista mundial e regional ao longo das últimas três décadas estão em processo de desintegração e confusão. Os novos centros de crescimento, China, Índia, Brasil, Rússia, que durante uma "década curta" proporcionaram um novo ímpeto para o crescimento mundial cumpriram o seu curso e agora estão a desacelerar rapidamente e continuarão assim ao longo do novo ano.
O colapso da União Europeia
Especificamente, as crises que gangrenaram a União Europeia irromperão e a estrutura de facto em múltiplas camadas transformar-se-á numa série de acordos de comércio e investimento bilaterais e multilaterais. A Alemanha, França, os Países Baixos e os países nórdicos tentarão aguentar a retracção económica. A Inglaterra – nomeadamente a City de Londres, em esplêndido isolamento, afundará no crescimento negativo, seus financeiros esforçar-se-ão por encontrar novas oportunidades especulativas entre os estados petrolíferos do Golfo e outros "nichos". Na Europa do Leste e Central, particularmente a Polónia e a República Checa, aprofundarão seus laços com a Alemanha mas sofrerão as consequências do declínio geral dos mercados mundiais. A Europa do Sul (Grécia, Espanha, Portugal e Itália) entrará numa depressão profunda quando pagamentos maciços de dívidas alimentados por assaltos selvagens a salários e benefícios sociais reduzirão drasticamente a procura do consumidor.
O nível de desemprego e sub-emprego chegando a um terço da força de trabalho provocará conflitos sociais de longa duração, que se ampliarão em levantamentos populares. Finalmente, uma ruptura da União Europeia é quase inevitável. O euro como divisa de referência será substituído por novas moedas nacionais ou as antigas, acompanhado por desvalorizações e proteccionismo. O nacionalismo estará na ordem do dia. Bancos na Alemanha, França e Suíça sofrerão enormes perdas nos seus empréstimos ao Sul. Grandes salvamentos serão necessários, polarizando as sociedades alemã e francesa, com oposição entre as maiorias tributadas e os banqueiros. A militância sindical e o pseudo populismo de extrema-direita (neofascismo) intensificarão as lutas de classe e nacionalistas.
Será menos provável que uma Europa deprimida, fragmentada e polarizada adira a qualquer aventura militar estado-unidense-israelense, de inspiração sionista, contra o Irão (ou mesmo a Síria). A Europa cavalgada pela crise opor-se-á à abordagem de confronto de Washington em relação à Rússia e à China.
Os EUA: A recessão retorna com uma vingança
A economia dos EUA sofrerá as consequências do seu inchaço do défice fiscal e não será capaz de contrapor-se à recessão mundial de 2012. Nem pode ela contar com a saída de "exportar" o crescimento negativo voltando-se para a Ásia anteriormente dinâmica, pois a China, Índia e o resto da Ásia estão a perder vapor económico. A China crescerá muito abaixo da sua média móvel de 9%. A Índia declinará dos 8% para 5% ou menos. Além disso, a política militar do regime Obama de "cerco", sua política económica de exclusão e proteccionismo, impedirão qualquer novo estímulo por parte da China.
O militarismo exacerba o declínio económico
Os EUA e a Inglaterra serão os maiores perdedores na reconstrução económica do Iraque do pós guerra. Os US$186 mil milhões em projectos de infraestrutura, as corporações dos EUA e Reino Unidos ganharão menos do que 5% ( Financial Times, 12/16/11, p 1 e 3). Um resultado semelhante é provável na Líbia e alhures. O militarismo imperial dos EUA destrói um adversário, mergulha-o em dívidas, e países não beligerantes obtêm os contratos lucrativos da reconstrução económica do pós guerra.
A economia dos EUA cairá na recessão em 2012 e a "recuperação sem empregos de 2012" será substituída por um aumento drástico do desemprego em 2012. De facto, toda a força de trabalho contrair-se-á pois pessoas que perdem seus benefícios de desemprego deixarão de registar-se.
A exploração do trabalho ("produtividade") será intensificada pois os capitalistas forçarão os trabalhadores a produzirem mais, por menos pagamento, ampliando-se portanto o fosso dos rendimentos entre salários e lucros.
O declínio económico e o crescimento de desemprego serão acompanhados por cortes selvagens em programas sociais para subsidiar bancos e indústrias financeiramente perturbados. Os debates entre os partidos serão sobre quão amplos deverão ser os cortes para trabalhadores e pensionistas a fim de assegurar a "confiança" dos possuidores de títulos. Confrontado com escolhas políticas igualmente limitadas, o eleitorado reagirá não reelegendo os políticos no governo, abstendo-se e com movimentos de massa espontâneos e organizados, tais como o protesto "Occupy Wall Street". A insatisfação, hostilidade e a frustração permeará a cultura. Os demagogos do Partido Democrata farão da China o seu bode expiatório; os demagogos dos Partido Republicano culparão os imigrantes. Ambos fulminarão contra "os islamo-fascistas" e especialmente contra o Irão.
Nova guerra em meio a crises: sionistas puxam o gatilho
Os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas" e seus seguidores "Israel First" no Congresso, no Departamento do Estado, no Tesouro e no Pentágono pressionarão pela guerra com o Irão. Se eles tiverem êxito isto resultará numa conflagração regional e numa depressão mundial. Dado o êxito extremista do regime israelense em assegurar obediência cega para as suas políticas de guerra por parte do Congresso dos EUA e da Casa Branca, quaisquer dúvidas acerca da possibilidade real de um resultado tão catastrófico não podem ser ignoradas.
China: Mecanismos compensatórios em 2012
A China enfrentará a recessão global em 2012 com várias possibilidades de amenizar o seu impacto. Pequim pode comutar a sua produção para o fornecimento de bens e serviços aos 700 milhões de consumidores internos actualmente fora da tormenta económica. Através de aumentos salariais, serviços sociais e segurança ambiental, a China pode compensar a perda de mercados além-mar. O crescimento económico da China, o qual está em grande medida dependente da especulação imobiliária, será afectado adversamente quando a bulha estourar. Daí resultará um declínio agudo, levando a perdas de emprego, bancarrotas municipais e conflitos sociais e de classe agravados. Isto pode resultar tanto numa maior repressão como numa democratização gradual. O resultado afectará profundamente as relações da China entre mercado e estado. A crise económica provavelmente fortalecerá o controle do estado sobre o mercado.
A Rússia enfrenta as crises
A eleição do presidente Putin diminuirá o apoio da Rússia aos levantamentos e às sanções fomentadas pelos Estados Unidos contra os aliados e parceiros comerciais da Rússia. Putin aproximar-se-á da China e beneficiar-se-á com o estilhaçamento da Europa e o enfraquecimento da NATO.
A oposição russa apoiada pelos media ocidentais utilizará a sua influência para desgastar a imagem de Putin e encorajar boicotes ao investimento, o que não os impedirá de perder as eleições presidenciais por um grande margem. A recessão mundial enfraquecerá a economia russa e irá obrigá-la a escolher entre as nacionalizações ou a utilização de fundos crescentes do estado para salvar oligarcas eminentes.
A transição 2011-2012: Da estagnação e recessão regionais para a crise mundial
O ano de 2011 preparou o terreno para o colapso da União Europeia. As crises começaram com a agonia do euro, a estagnação nos EUA e a irrupção de protestos em massa numa escala mundial contra desigualdades obscenas. Os eventos de 2011 foram um ensaio geral para um novo ano de guerras comerciais de plena escala entre grandes potências, agravando lutas inter-imperialistas e a probabilidade de rebeliões populares transformarem-se em revoluções. Além disso, a escalada da febre guerreira contra o Irão, orquestrada pelos sionistas, promete a maior guerra regional desde o conflito indochinês com os EUA. As campanhas eleitorais e os resultados de eleições presidenciais nos EUA, Rússia e França aprofundarão os conflitos globais e as crises económicas.
Durante o ano de 2011 o regime Obama anunciou uma política de confrontação militar com a Rússia e a China e políticas concebidas para minar e degradar a ascensão da China como uma potência económica mundial. Face a um aprofundamento da recessão económica e com o declínio de mercados além-mar, especialmente na Europa, verificar-se-á uma grande guerra comercial. Washington buscará agressivamente políticas que limitem exportações e investimentos chineses. A Casa Branca ampliará seus esforços para perturbar o comércio e os investimentos da China na Ásia, África e alhures. Podemos esperar maiores esforços dos EUA para explorar conflitos internos inter-étnicos e populares na China e aumentar a sua presença militar ao largo da costa chinesa. Neste contexto, uma grande provocação ou incidente fabricado não pode ser excluído. O resultado em 2012 podia levar a raivosos apelos chauvinistas por uma nova "Guerra Fria". Obama proporcionou o quadro e a justificação para uma confrontação em grande escala e a longo prazo com a China. Isto será visto como um esforço desesperado para promover a influência e as posições estratégicas dos EUA na Ásia. O "quadrângulo de poder" militar dos EUA – EUA-Japão-Austrália-Coreia do Sul – com o apoio satélite das Filipinas, tentará destruir os laços comerciais da China por meio da potência militar de Washington.
Europa: Austeridade mais profunda e luta de classe intensificada
Os programas de austeridade impostos na Europa, desde a Inglaterra até à Letónia e o Sul da Europa, serão a marca de 2012. Despedimentos maciços no sector público, salários e oportunidades de emprego reduzidos no sector privado levarão a um ano de guerra de classe permanente e desafios ao regime. As "políticas de austeridade" no Sul serão acompanhadas por incumprimentos de dívida resultando em falências bancárias na França e na Alemanha. A classe dominante financeira na Inglaterra, isolada da Europa mas dominante na Inglaterra, insistirá em que o Partido Conservador "reprima" inquietações trabalhistas e populares. Um novo pensamento estilo neo-thatcheriano de domínio autocrático emergirá; a oposição sindical trabalhista emitirá protestos vazios e apertará as rédeas da populaça em revolta. Numa palavra, as políticas sociais e económicas regressivas desenvolvidas em 2011 prepararam o cenário para novos regimes policiais e confrontações mais grves e possivelmente sangrentas com trabalhadores e jovens desempregados sem futuro.
As próximas guerra que acabarão a América "tal como a conhecemos"
No interior dos EUA, Obama preparou o terreno para uma nova e grande guerra no Médio Oriente através da relocalização de tropas desde o Iraque até o Afeganistão e a sua concentração contra o Irão. Para minar o Irão, Washington está a expandir operações militares e civis clandestinas contra aliados iranianos na Síria, Paquistão, Venezuela e China. A chave para a estratégia belicosa dos EUA e de Israel em direcção ao Irão é uma série de guerras em estados vizinhos, sanções económicas à escala mundial, ciber-ataques destinados a incapacitar indústrias vitais e assassínios terroristas clandestinos de cientistas e responsáveis militares. Toda a pressão, planeamento e execução das políticas estado-unidenses que levam à guerra com o Irão podem ser empiricamente e sem qualquer dúvidas atribuídas à configuração de poder sionista que ocupa posições estratégicas na administração dos EUA, nos mass media e na "sociedade civil".
Uma análise sistemática de decisores americanos que concebem e implementam a política de sanções económicas revela que os papéis principais são exercidos por mega-sionistas (Israel-Firsters) como Ileana Ros-Lehtinen e Howard Berman no Congresso; Dennis Ross na Casa Branca, Jeffrey Feltman no Departamento de Estado e Stuart Levy e seu substituto David Cohen no Tesouro. A Casa Branca está totalmente dominante por gente que arrecada fundos para os sionistas e faz o que querem os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas". A estratégia israelense-sionistas é cercar o Irão, enfraquecê-lo economicamente e atacar os seus militares. A invasão do Iraque foi a primeira guerra por Israel; a guerra líbia a segunda; a actual guerra por procuração contra a Síria é a terceira. Estas guerras destruíram adversários de Israel ou estão em vias de fazê-lo.
Em 2011, as sanções económicas, as quais foram concebidas para criar descontentamento interno no Irão, foram a arma escolhida. A campanha de sanções globais empenhou todas as energias dos principais lobbies judeus-sionistas. Eles não enfrentaram qualquer oposição dos mass media, do Congresso ou da Casa Branca. A Configuração de Poder Sionista (Zionist Power Configuration, ZPC) ficou virtualmente isenta de crítica por parte de quaisquer movimentos ou grupos progressistas, de esquerda e jornais socialistas – com umas poucas excepções notáveis. O reposicionamento do ano passado de tropas estado-unidenses do Iraque para as fronteiras do Irão, as sanções e a influência crescente da quinta coluna israelense nos Estados Unidos significa que a guerra irá estender-se ao Médio Oriente. Isso implica sem dúvida um ataque aéreo "surpresa" de mísseis pelas forças estado-unidenses. Ele será justificado por um pretenso "ataque nuclear" iminente inventado pelo Mossad israelense e transmitido fielmente pela ZPC aos seus lacaios dos Congresso estado-unidense e da Casa Branca para ser oficializado e difundido no mundo inteiro. Esta será uma guerra assassina, sangrenta e longa em proveito de Israel; os Estados Unidos pagarão o preço militar directo e o resto do mundo pagará um preço económico elevado. A guerra estado-unidense promovida pelos sionistas converterá a recessão do princípio de 2012 numa grande depressão por volta do fim do ano e provavelmente provocará levantamentos em massa.
Conclusão
Todas as indicações apontam para 2012 como um ano de viragem da implacável crise económica que se propaga da Europa e dos EUA para a Ásia e suas dependências na África e América Latina. A crise será verdadeiramente global. Confrontações inter-imperiais e guerras coloniais minarão quaisquer esforços para atenuar esta crise. Em resposta, emergirão movimentos de massa que com o tempo transformar-se-ão em protestos e rebeliões – e, esperançosamente, em revoluções sociais e poder político."
Muitas das maiores instituições e relações económicas que foram causa e consequência da expansão capitalista mundial e regional ao longo das últimas três décadas estão em processo de desintegração e confusão. Os novos centros de crescimento, China, Índia, Brasil, Rússia, que durante uma "década curta" proporcionaram um novo ímpeto para o crescimento mundial cumpriram o seu curso e agora estão a desacelerar rapidamente e continuarão assim ao longo do novo ano.
O colapso da União Europeia
Especificamente, as crises que gangrenaram a União Europeia irromperão e a estrutura de facto em múltiplas camadas transformar-se-á numa série de acordos de comércio e investimento bilaterais e multilaterais. A Alemanha, França, os Países Baixos e os países nórdicos tentarão aguentar a retracção económica. A Inglaterra – nomeadamente a City de Londres, em esplêndido isolamento, afundará no crescimento negativo, seus financeiros esforçar-se-ão por encontrar novas oportunidades especulativas entre os estados petrolíferos do Golfo e outros "nichos". Na Europa do Leste e Central, particularmente a Polónia e a República Checa, aprofundarão seus laços com a Alemanha mas sofrerão as consequências do declínio geral dos mercados mundiais. A Europa do Sul (Grécia, Espanha, Portugal e Itália) entrará numa depressão profunda quando pagamentos maciços de dívidas alimentados por assaltos selvagens a salários e benefícios sociais reduzirão drasticamente a procura do consumidor.
O nível de desemprego e sub-emprego chegando a um terço da força de trabalho provocará conflitos sociais de longa duração, que se ampliarão em levantamentos populares. Finalmente, uma ruptura da União Europeia é quase inevitável. O euro como divisa de referência será substituído por novas moedas nacionais ou as antigas, acompanhado por desvalorizações e proteccionismo. O nacionalismo estará na ordem do dia. Bancos na Alemanha, França e Suíça sofrerão enormes perdas nos seus empréstimos ao Sul. Grandes salvamentos serão necessários, polarizando as sociedades alemã e francesa, com oposição entre as maiorias tributadas e os banqueiros. A militância sindical e o pseudo populismo de extrema-direita (neofascismo) intensificarão as lutas de classe e nacionalistas.
Será menos provável que uma Europa deprimida, fragmentada e polarizada adira a qualquer aventura militar estado-unidense-israelense, de inspiração sionista, contra o Irão (ou mesmo a Síria). A Europa cavalgada pela crise opor-se-á à abordagem de confronto de Washington em relação à Rússia e à China.
Os EUA: A recessão retorna com uma vingança
A economia dos EUA sofrerá as consequências do seu inchaço do défice fiscal e não será capaz de contrapor-se à recessão mundial de 2012. Nem pode ela contar com a saída de "exportar" o crescimento negativo voltando-se para a Ásia anteriormente dinâmica, pois a China, Índia e o resto da Ásia estão a perder vapor económico. A China crescerá muito abaixo da sua média móvel de 9%. A Índia declinará dos 8% para 5% ou menos. Além disso, a política militar do regime Obama de "cerco", sua política económica de exclusão e proteccionismo, impedirão qualquer novo estímulo por parte da China.
O militarismo exacerba o declínio económico
Os EUA e a Inglaterra serão os maiores perdedores na reconstrução económica do Iraque do pós guerra. Os US$186 mil milhões em projectos de infraestrutura, as corporações dos EUA e Reino Unidos ganharão menos do que 5% ( Financial Times, 12/16/11, p 1 e 3). Um resultado semelhante é provável na Líbia e alhures. O militarismo imperial dos EUA destrói um adversário, mergulha-o em dívidas, e países não beligerantes obtêm os contratos lucrativos da reconstrução económica do pós guerra.
A economia dos EUA cairá na recessão em 2012 e a "recuperação sem empregos de 2012" será substituída por um aumento drástico do desemprego em 2012. De facto, toda a força de trabalho contrair-se-á pois pessoas que perdem seus benefícios de desemprego deixarão de registar-se.
A exploração do trabalho ("produtividade") será intensificada pois os capitalistas forçarão os trabalhadores a produzirem mais, por menos pagamento, ampliando-se portanto o fosso dos rendimentos entre salários e lucros.
O declínio económico e o crescimento de desemprego serão acompanhados por cortes selvagens em programas sociais para subsidiar bancos e indústrias financeiramente perturbados. Os debates entre os partidos serão sobre quão amplos deverão ser os cortes para trabalhadores e pensionistas a fim de assegurar a "confiança" dos possuidores de títulos. Confrontado com escolhas políticas igualmente limitadas, o eleitorado reagirá não reelegendo os políticos no governo, abstendo-se e com movimentos de massa espontâneos e organizados, tais como o protesto "Occupy Wall Street". A insatisfação, hostilidade e a frustração permeará a cultura. Os demagogos do Partido Democrata farão da China o seu bode expiatório; os demagogos dos Partido Republicano culparão os imigrantes. Ambos fulminarão contra "os islamo-fascistas" e especialmente contra o Irão.
Nova guerra em meio a crises: sionistas puxam o gatilho
Os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas" e seus seguidores "Israel First" no Congresso, no Departamento do Estado, no Tesouro e no Pentágono pressionarão pela guerra com o Irão. Se eles tiverem êxito isto resultará numa conflagração regional e numa depressão mundial. Dado o êxito extremista do regime israelense em assegurar obediência cega para as suas políticas de guerra por parte do Congresso dos EUA e da Casa Branca, quaisquer dúvidas acerca da possibilidade real de um resultado tão catastrófico não podem ser ignoradas.
China: Mecanismos compensatórios em 2012
A China enfrentará a recessão global em 2012 com várias possibilidades de amenizar o seu impacto. Pequim pode comutar a sua produção para o fornecimento de bens e serviços aos 700 milhões de consumidores internos actualmente fora da tormenta económica. Através de aumentos salariais, serviços sociais e segurança ambiental, a China pode compensar a perda de mercados além-mar. O crescimento económico da China, o qual está em grande medida dependente da especulação imobiliária, será afectado adversamente quando a bulha estourar. Daí resultará um declínio agudo, levando a perdas de emprego, bancarrotas municipais e conflitos sociais e de classe agravados. Isto pode resultar tanto numa maior repressão como numa democratização gradual. O resultado afectará profundamente as relações da China entre mercado e estado. A crise económica provavelmente fortalecerá o controle do estado sobre o mercado.
A Rússia enfrenta as crises
A eleição do presidente Putin diminuirá o apoio da Rússia aos levantamentos e às sanções fomentadas pelos Estados Unidos contra os aliados e parceiros comerciais da Rússia. Putin aproximar-se-á da China e beneficiar-se-á com o estilhaçamento da Europa e o enfraquecimento da NATO.
A oposição russa apoiada pelos media ocidentais utilizará a sua influência para desgastar a imagem de Putin e encorajar boicotes ao investimento, o que não os impedirá de perder as eleições presidenciais por um grande margem. A recessão mundial enfraquecerá a economia russa e irá obrigá-la a escolher entre as nacionalizações ou a utilização de fundos crescentes do estado para salvar oligarcas eminentes.
A transição 2011-2012: Da estagnação e recessão regionais para a crise mundial
O ano de 2011 preparou o terreno para o colapso da União Europeia. As crises começaram com a agonia do euro, a estagnação nos EUA e a irrupção de protestos em massa numa escala mundial contra desigualdades obscenas. Os eventos de 2011 foram um ensaio geral para um novo ano de guerras comerciais de plena escala entre grandes potências, agravando lutas inter-imperialistas e a probabilidade de rebeliões populares transformarem-se em revoluções. Além disso, a escalada da febre guerreira contra o Irão, orquestrada pelos sionistas, promete a maior guerra regional desde o conflito indochinês com os EUA. As campanhas eleitorais e os resultados de eleições presidenciais nos EUA, Rússia e França aprofundarão os conflitos globais e as crises económicas.
Durante o ano de 2011 o regime Obama anunciou uma política de confrontação militar com a Rússia e a China e políticas concebidas para minar e degradar a ascensão da China como uma potência económica mundial. Face a um aprofundamento da recessão económica e com o declínio de mercados além-mar, especialmente na Europa, verificar-se-á uma grande guerra comercial. Washington buscará agressivamente políticas que limitem exportações e investimentos chineses. A Casa Branca ampliará seus esforços para perturbar o comércio e os investimentos da China na Ásia, África e alhures. Podemos esperar maiores esforços dos EUA para explorar conflitos internos inter-étnicos e populares na China e aumentar a sua presença militar ao largo da costa chinesa. Neste contexto, uma grande provocação ou incidente fabricado não pode ser excluído. O resultado em 2012 podia levar a raivosos apelos chauvinistas por uma nova "Guerra Fria". Obama proporcionou o quadro e a justificação para uma confrontação em grande escala e a longo prazo com a China. Isto será visto como um esforço desesperado para promover a influência e as posições estratégicas dos EUA na Ásia. O "quadrângulo de poder" militar dos EUA – EUA-Japão-Austrália-Coreia do Sul – com o apoio satélite das Filipinas, tentará destruir os laços comerciais da China por meio da potência militar de Washington.
Europa: Austeridade mais profunda e luta de classe intensificada
Os programas de austeridade impostos na Europa, desde a Inglaterra até à Letónia e o Sul da Europa, serão a marca de 2012. Despedimentos maciços no sector público, salários e oportunidades de emprego reduzidos no sector privado levarão a um ano de guerra de classe permanente e desafios ao regime. As "políticas de austeridade" no Sul serão acompanhadas por incumprimentos de dívida resultando em falências bancárias na França e na Alemanha. A classe dominante financeira na Inglaterra, isolada da Europa mas dominante na Inglaterra, insistirá em que o Partido Conservador "reprima" inquietações trabalhistas e populares. Um novo pensamento estilo neo-thatcheriano de domínio autocrático emergirá; a oposição sindical trabalhista emitirá protestos vazios e apertará as rédeas da populaça em revolta. Numa palavra, as políticas sociais e económicas regressivas desenvolvidas em 2011 prepararam o cenário para novos regimes policiais e confrontações mais grves e possivelmente sangrentas com trabalhadores e jovens desempregados sem futuro.
As próximas guerra que acabarão a América "tal como a conhecemos"
No interior dos EUA, Obama preparou o terreno para uma nova e grande guerra no Médio Oriente através da relocalização de tropas desde o Iraque até o Afeganistão e a sua concentração contra o Irão. Para minar o Irão, Washington está a expandir operações militares e civis clandestinas contra aliados iranianos na Síria, Paquistão, Venezuela e China. A chave para a estratégia belicosa dos EUA e de Israel em direcção ao Irão é uma série de guerras em estados vizinhos, sanções económicas à escala mundial, ciber-ataques destinados a incapacitar indústrias vitais e assassínios terroristas clandestinos de cientistas e responsáveis militares. Toda a pressão, planeamento e execução das políticas estado-unidenses que levam à guerra com o Irão podem ser empiricamente e sem qualquer dúvidas atribuídas à configuração de poder sionista que ocupa posições estratégicas na administração dos EUA, nos mass media e na "sociedade civil".
Uma análise sistemática de decisores americanos que concebem e implementam a política de sanções económicas revela que os papéis principais são exercidos por mega-sionistas (Israel-Firsters) como Ileana Ros-Lehtinen e Howard Berman no Congresso; Dennis Ross na Casa Branca, Jeffrey Feltman no Departamento de Estado e Stuart Levy e seu substituto David Cohen no Tesouro. A Casa Branca está totalmente dominante por gente que arrecada fundos para os sionistas e faz o que querem os "52 presidentes das Principais Organizações Judias Americanas". A estratégia israelense-sionistas é cercar o Irão, enfraquecê-lo economicamente e atacar os seus militares. A invasão do Iraque foi a primeira guerra por Israel; a guerra líbia a segunda; a actual guerra por procuração contra a Síria é a terceira. Estas guerras destruíram adversários de Israel ou estão em vias de fazê-lo.
Em 2011, as sanções económicas, as quais foram concebidas para criar descontentamento interno no Irão, foram a arma escolhida. A campanha de sanções globais empenhou todas as energias dos principais lobbies judeus-sionistas. Eles não enfrentaram qualquer oposição dos mass media, do Congresso ou da Casa Branca. A Configuração de Poder Sionista (Zionist Power Configuration, ZPC) ficou virtualmente isenta de crítica por parte de quaisquer movimentos ou grupos progressistas, de esquerda e jornais socialistas – com umas poucas excepções notáveis. O reposicionamento do ano passado de tropas estado-unidenses do Iraque para as fronteiras do Irão, as sanções e a influência crescente da quinta coluna israelense nos Estados Unidos significa que a guerra irá estender-se ao Médio Oriente. Isso implica sem dúvida um ataque aéreo "surpresa" de mísseis pelas forças estado-unidenses. Ele será justificado por um pretenso "ataque nuclear" iminente inventado pelo Mossad israelense e transmitido fielmente pela ZPC aos seus lacaios dos Congresso estado-unidense e da Casa Branca para ser oficializado e difundido no mundo inteiro. Esta será uma guerra assassina, sangrenta e longa em proveito de Israel; os Estados Unidos pagarão o preço militar directo e o resto do mundo pagará um preço económico elevado. A guerra estado-unidense promovida pelos sionistas converterá a recessão do princípio de 2012 numa grande depressão por volta do fim do ano e provavelmente provocará levantamentos em massa.
Conclusão
Todas as indicações apontam para 2012 como um ano de viragem da implacável crise económica que se propaga da Europa e dos EUA para a Ásia e suas dependências na África e América Latina. A crise será verdadeiramente global. Confrontações inter-imperiais e guerras coloniais minarão quaisquer esforços para atenuar esta crise. Em resposta, emergirão movimentos de massa que com o tempo transformar-se-ão em protestos e rebeliões – e, esperançosamente, em revoluções sociais e poder político."
Thursday, December 29, 2011
Mortes famosas
É neste fim do ano de 2011 que algumas personagens famosas tiveram a sua morte.
Dois merecem destaque, o primeiro o chimpanzé Chita que protagonizou os celebres filmes do Tarzan, morreu com 80 anos devido a uma infecção renal num cento de primatas da Florida, de nome próprio Jiggs nasceu em 1932 na Libéria, participou em 4 filmes do clássico Tarzan, consta no Livro do Guiness como o primata mais velho do Mundo.
O segundo óbito refere-se ao líder norte-coreano Kim Jong Il que terá nascido a 16 de Fevereiro de 1941, designado líder supremo e era considerado o maior chefe totalitário do mundo. Faleceu dia 17 de Dezembro de ataque cardíaco.
Duas estrelas cadentes, adivinhem qual delas deixará mais saudades?
Thursday, December 22, 2011
Boas Festas Portugal
Chegou a altura de desejar Boas Festas a todos os portugueses, mas daqui aconselhamos igualmente os nossos concidadãos a aprender novas línguas, até porque o futuro deste povo passou e passará pela emigração.
Quem nos governa e nos governou apenas se preocupa com os interesse próprios, partidários ou corporativos, as pessoas estão no fim da linha, e para estes, se as pessoas emigrarem tanto melhor, serão menos a reivindicar e a chatear.
Além disso a liderança do País passa neste momento por entidades estrangeiras, a famosa Troika com elementos do FMI e da Comissão Europeia.
Então aqui fica Boas Festas e Feliz Ano Novo nos idiomas que interessam ao portugueses:
- Em Alemão, para a Sra Merkel, Frohes Fest und Guten Neue Jahr;
- Em Norueguês para o representante do FMI em Portugal, God Jul og Godt Nyttår;
- Em Chinês porque causa das facturas da EDP, 圣诞快乐,新年快乐;
- Em Espanhol por causa dos caramelos, Feliz Navidad y Feliz Año Nuevo;
- Em Coreano com as condolências ao líder Kim Jong-il, 기쁜 성탄과 새해 복 많이 받으세요;
- Em checo com as condolências a Vaclav Havel, Veselé Vánoce a Šťastný Nový Rok.
E por último Gëzuar Krishtlindjet dhe Gëzuar Vitin e Ri porque arriscamos a tornar-nos na nova Albânia da Europa.
Thursday, December 15, 2011
Alteração Código da Estrada
O Código da Estrada em Portugal está obsoleto e ninguém o cumpre ou faz cumprir.
Vamos enumerar as situações mais comuns que devem constar da nova alteração do Código da Estrada Português já que são uso comum e frequente em todas as estradas e auto-estradas nacionais.
Já enviamos a nossa petição ao ACP - Automóvel Clube de Portugal para interceder junto das autoridades competentes de forma a incluir estas novas alterações.
Alterações
- Proibição de efectuar pisca nas mudanças de direcção, já ninguém o utiliza e serve apenas para atrapalhar o condutor, propõe-se inclusivamente que os automóveis comercializados no País deixem de ter este acessório que só serve para dar chatices;
- Em estradas com uma ou mais vias, obrigatoriedade de circular pela faixa do meio ou pela esquerda. Deixar a via da direita para os arbustos e plantas crescerem livremente a partir das bermas;
- Permitir o uso do farol de nevoeiro, sempre que o condutor lhe apeteça ligar, em especial durante o dia;
- Notificar os veículos que indevidamente se metem à frente com os máximos, dando-lhes com os sinais de luzes até que se desviem;
- Buzinar livremente, especialmente em centros urbanos à noite.
Temos a certeza que estas alterações ao código da estrada vão ser incluídas na próxima revisão já que são de uso generalizado e não penalizadas.
Thursday, December 08, 2011
Diego Rivera e Portugal
Diego Rivera esteve por uma vez em Portugal no distante ano de 1910.
Diego María Concepcion Juan Nepomuceno Estanislao of Rivera nasceu a 8 de Dezembro de 1886 na cidade de Guanajuato no México.
Estudou na Academia das Artes de San Carlos na cidade do México de onde viria a ser expulso em 1902 por participar nas revoltas estudantis.
Faz a sua primeira exposição em 1907 que teve sucesso imediato junto do público, que lhe valeu uma bolsa atribuída pelo governo de Veracruz para continuar a sua formação em Espanha na escola San Fernando em Madrid. Foi a partir da sua base na capital espanhola que efectuou várias viagens a França, Bélgica, Holanda, Reino Unido e Portugal.
Foi em Paris que terá contactado com o pintor e escritor português Guilherme de Santa-Rita que deu origem ao Futurismo em território nacional que despertou a sua curiosidade de conhecer Lisboa.
As referência da estadia de Diego Rivera em terras lusas são escassas até porque não terá estado mais de 2 semanas, mas frequentou os antros intelectuais como o Martinho da Arcádia e o café A Brasileira no Largo do Chiado. Resta-nos pesquisar a data concreta em que Diego Rivera esteve em Portugal para determinar se conspirou contra a Monarquia ou se teria já celebrado a implantação da República.
Friday, November 18, 2011
Santa Ignorância
Aqui está um teste da revista portuguesa Sábado a alguns alunos da Universidade de Lisboa. Santa Ignorância.
As perguntas e a melhor resposta:
Quem escreveu "Os Maias"?
Egas...
Qual o símbolo químico da água?
PH
Quem é Manuel de Oliveira?
Maestro
Quem é o Presidente dos Estados Unidos?
Bush
Quem pintou a Mona Lisa?
Leonardo di Caprio
Quem é o Presidente da Comissão Europeia?
Um francês qualquer
Qual a capital dos E.U.A?
Inglaterra
Quem era o "Padrinho"?
Johny English
Como se chama a Chanceler alemã?
Mercer
Quem pintou o tecto da capela sistina?
Miguel Arcanjo
Como se chama o fundador da Microsoft?
Steven
Quem escreveu o "Evangelho Segundo Jesus Cristo"?
Moisés
Conclusão
Religião? Cultura geral? Não é comigo...
Artes? Informática? Não é comigo...
Politica? Não é comigo...
Cimena? Não é comigo....
Eu aterrei ontem neste planeta.... sou um ET, não é nada comigo.
Thursday, November 17, 2011
Disfarces de Mendigos
A cena passa-se no Brasil, falsos mendigos que pedem nas ruas, como se de uma profissão se tratasse, chegam de carro de manhã, pedem uma esmola e regressa a casa ao fim do dia. A investigação de uma televisão brasileira revelou ainda os quiosques onde se vendem os disfarces para mendigos, há para todo o tipo e gostos... é só escolher o modelo e os alvos da fraude....
se a moda pega por cá...
se a moda pega por cá...
Thursday, November 10, 2011
Fazer negócios em Portugal
É fácil ou difícil fazer negócios em Portugal? Cada um terá a sua opinião de acordo com a sua experiência e memória, mas há quem se dedique a analisar o assunto e a apresentar uma lista com as classificação de 183 países baseado em 10 tópicos, com base numa análise efectuada em 2011, são dados da IFC - International Finance Corporation.
Portugal surge assim classificado na posição 30 em 183, por isso até nem sai muito mal na fotografia, se compararmos apenas os países da OCDE ficamos no lugar 19 em 31.
Nos parâmetros parciais ocupamos respectivamente as posições:
- 26 - Começar o negócio;
- 97 - Licenças de construção;
- 34 - Conseguir energia;
- 31 - registo de propriedade;
- 126 - Conseguir crédito;
- 46 - Protecção aos investidores;
- 78 - Pagamento de taxas;
- 26 - Comércio com o exterior;
- 22 - Cumprimento de contratos;
- 22 - Insolvências.
Se não estiver interessado em fazer negócios em Portugal o melhor é tentar Singapura, Hong Kong, Nova Zelândia ou Estados Unidos, os primeiros classificados da lista.
Thursday, November 03, 2011
Mundo Injusto
Actualmente vivemos num mundo cheio de injustiça, e comandado por noticias sensacionalistas criadas e geridas pelos meios de comunicação.
Aqui ficam alguns exemplos:
O mundo foi inundado com noticias, homenagens, livros, biografias e muito mais formas exuberantes sobre Steve Jobs, o empresário e multimilionário americano fundador da Apple, uma das empresas mais lucrativas do planeta, que criou tecnologia fechada, proprietária, cheia de segredos, mas de aspecto bonito, artificial e cheio de glamour.
Entretanto uma semana depois morre Dennis Ritchie... quem? Isso mesmo Dennis Ritchie, um cientista informático que desenvolveu as linguagens de programação Altran, C e contribuiu para o desenvolvimento de sistemas operativos abertos como o UNIX. Para quem tem poucos conhecimentos, estas linguagens e sistema operativo são o suporte ou estão na génese da maior parte de outras linguagens utilizadas na internet, naves espaciais, máquinas de lavar, smartphones, etc etc. E surpresa das surpresas nem uma única linha num noticiário, num jornal ou revista. Este é o mundo injusto de que falamos.
Julian Assange, um vilão que divulga informação sobre as grandes multinacionais e seus esquemas, gratuitamente a quem quiser consultar.
Mark Zuckerberg, desenvolve uma aplicação que vende informações pessoais a grandes multinacionais, e é a figura do ano.
Vivemos num mundo injusto!!
Saturday, October 22, 2011
O sempre imortal Eça de Queirós
Queirós, não confundir com o treinador de futebol, este Eça foi um dos maiores escritores Portugueses e pelos vistos um visionário, a sua escrita é imortal.
Eça de Queirós escreveu em 1872 na publicação mensal "As Farpas":
"Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesmo baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo, a Grécia e Portugal."
Em 1867 no Jornal "Distrito de Évora":
"Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade."
Em 1891 na "Correspondência":
"Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura."
Sempre imortal, o passado repete-se no presente como se não houvesse memória e inteligência, Eça de Queirós deixou-nos o aviso.
Saturday, October 15, 2011
Novo Lema Nacional
Só se acrescentou uma letra ao antigo lema nacional e vejam como ficou o novo!
No Estado Novo (1926-1974), o lema era:
"Deus, Pátria e Família!"
Na suposta democracia, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual, apenas com mais... uma única letrinha no inicio.
De facto, o lema actual que Portugal segue, é:
"Adeus, Pátria e Família!"
Saturday, October 08, 2011
Sabedoria Dalai Lama
Aqui fica uma observação da sabedoria do Dalai Lama, aquando de uma pergunta:
O que mais te surpreende na Humanidade?
Dalai Lama: Os homens porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.
Saturday, October 01, 2011
Avaliação subjectiva
O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão dentro da loja.
Enxota-o mas o cão volta a entrar. Volta a enxotá-lo e repara que o cão traz um bilhete na boca.
Apanha o bilhete e lê: 'Manda-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?' Também repara que o cão tem na boca uma nota de 50€.
Avia o cão e põe-lhe o saco de compras na boca.
Impressionado e, como estava para fechar, resolve seguir o cão. O cão desce a rua, chega aos semáforos e, com um salto, carrega no botão para ligar o sinal verde. Aguarda a mudança de cor do sinal, atravessa a estrada e segue rua abaixo.
O talhante estava perplexo!
O talhante e o cão caminham pela rua, quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio. Vira-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Repetiu o acto mas ninguém lhe abre a porta. Contorna a casa, salta um muro e, numa janela, começa a bater com a cabeça no vidro várias vezes, retornando para a porta.
De repente, aparece um tipo enorme a abrir a porta e começa a bater no cão.
O talhante corre até ao homem, tenta-o impedir de bater mais no cão e diz-lhe bastante indignado: 'Óh homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio! '
O homem responde: 'Um génio? Já é a segunda vez esta semana que o estúpido do cão, se esquece da chave!'.
Moral da história: Podes continuar a exceder as expectativas, mas... a tua avaliação depende sempre da competência de quem avalia e é subjectiva.
Sunday, September 11, 2011
Português lidera investigação sobre asma
As investigações mais importantes sobre a asma são lideradas por um Português que faz parte de uma equipa do Queensland Institute of Medical Research.
O estudo consistiu em comparar o ADN de 2669 asmáticos com o de 4528 pessoas sem asma e descobriu que existem 2 zonas com diferença no ADN que estão igualmente relacionadas com a artrite reumatóide. O português Dr. Manuel AR Ferreira cuja investigação foi publicada na Revista Lancet acredita que os medicamentos utilizados contra a artrite podem igualmente ter efeitos positivos contra a asma.
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